segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Misantropos

Misantropia - Aversão ao ser humano e à natureza humana, tendência a viver em isolamento, aversão ao convívio social.
Já me intitularam misantropa. Só porque eu não atendo ao telefone, não gosto de ir ao mercado, tenho problemas em falar com desconhecidos, não gosto de muitas pessoas em volta.
De fato, minhas características remetem à misantropia. Mas, não me conformo de atribuir a mim o mesmo titulo atribuido a pessoas que de fato odeiam o ser humano e suas relações.
Apenas me atenho a ser uma pessoa fechada, as vezes distante do mundo, mas sem deixar de observá-lo. Meus amigos são poucos, conhecidos talvez muitos, mas poucos deles seriam capazes de me reconhecer, e isso não me incomoda, ser ''invisível'' tem muitos pontos positivos. Os invisíveis tornam-se observadores, e observadores são os que melhor entendem a natureza humana, que curiosamente causa aversão aos misantropos, segundo a wikipedia.
Então livro-me de vez das suspeitas de misantropia total, no máximo devo ser uma quase misantropa, e também faço referência às pessoas que como eu são os observadores do mundo. Não odiamos as pessoas, pelo contrário, elas nos fascinam, todas elas, tanto que não achamos necessário ter centenas delas a nossa volta pra nos sentirmos completos. Não somos estranhos, apenas mostramos o que precisa ser mostrado, e esperamos aqueles que virão a nós apenas pelo que somos de fato, e sabemos que esses serão as pessoas com quem se vale a pena conviver. Há quem julgue-nos arrogantes, alguém que lê esse texto deve pensar isso de mim, mas de fato todo o ser humano tem seu lado arrogante. E tem seu lado misantropo também.
Então, a quem se perguntar que diabos eu quis dizer com esse texto todo, e com essa palavra estranha que ninguém usa, deixo minha última mensagem: não sou simpática mesmo, não distribuo sorrisos, quando me dá vontade falo só o que me perguntam. E quem gostar gostou, quem não gostar... paciência.
Para finalizar... tente dizer misantropia em voz alta dez vezes seguidas. Se você conseguir, conseguiu. Hehe.
Fui.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Eleições e blá blá blá

Sobre o sujeito da foto... sem comentários. Pode ser porque ele é famoso, pode ser uma forma de protesto, pode ser que alguém se identifique com ele. Só que mais de um milhão de pessoas não dá pra entender, por isso não me aprofundo nesse assunto especificamente.
Voltando ao tema eleições, ligando a tv, tudo lindo, tudo perfeito. Os jogadores de futebol, atores, e políticos envolvidos em escândalos recentes estão eleitos, e ninguém vai dizer nada contra isso. As ruas estão cobertas de lixo, mas isso também não parece importar. É a beleza da democracia, do poder do povo, da liberdade de escolher quem estará no comando.
Agora começa a contagem para o 2º turno. Candidatos a governador, Dilma x Serra. Para a presidência a briga promete. Defensores do Serra ao ataque, Dilma ditadora, criminosa, ou será que o Serra Genérico também não se encaixa em algum desses ítens? Defensores da Dilma aparentemente tranquilos, afinal o governo Lula foi ótimo. Mas seria a Dilma o Lula?
Deixo claro que não expressei minha opinião no último parágrafo. Apenas dei destaque ao que tenho lido nos últimos dias, então não discutam comigo :P
Para não ficar em cima do muro, expresso minha opinião sobre tudo isso agora, embora nem precise tê-la, pois me restam 2 longos anos até que eu tenha essa obrigação. Na minha concepção atual imagino essa cena: Recebe-se uma cesta. Dentro, há meia dúzia de laranjas, maduras demais, não parecem nem um pouco apetitosas. Mas há a fome, e a necessidade de escolher dentre elas. Não a opção, não há fuga, resta apenas... escolher. A indigestão é inevitável, apesar de que dependendo da laranja ela pode ser amenizada.
Pois é, não imaginava que me viria à cabeça fazer isso, mas terei de usar a grande frase do tal do Tiririca:'' Pior do que tá, não fica!'', comemos a laranja, enganamos o estômago e aguentamos as consequências.
Essa é a nossa democracia... infelizmente.
Por fim...
Voto facultativo já! hehe
E escolham bem suas laranjas :)

sábado, 18 de setembro de 2010

Perfeição

Todos tem na mente a ideia de algo perfeito. A vida perfeita, a pessoa perfeita, um mundo perfeito.
Mas seria a perfeição real ou apenas algo de nossa cabeça?
Diz o dicionário: Perfeito - aquilo que reúne todas as qualidades e não tem nenhum defeito.
Analisando essa simples frase chegamos a conclusão óbvia que nos recusamos a acreditar: Nada reúne todas as qualidades, e por não reuni-las passa a ter vários defeitos.
Mas por que então vivemos em busca da perfeição? E por que pensamos tê-la encontrado muitas vezes?
Tomo um exemplo simples: aquela foto ''perfeita'' que tiramos e colocamos no orkut, twitter e afins. No início ela emagrece, disfarça as imperfeições, se encaixa em tamanho e cores. Algum tempo depois ela já deixa seu nariz grande, te deixa redonda e você troca ela por alguma outra ''perfeição''.
E quem nunca passou por alguma padaria e comprou aquele bolo perfeito, maravilhoso aos olhos tendo depois de decepcionado na primeira mordida? Sim, estou misturando aquele história de ''as aparências enganam''. Mas se não ficassemos buscando a perfeição sempre, elas não enganariam tanto.
Tudo se justifica pela ânsia do ser humano em buscar sempre mais. E quado se consegue o mais, mais ainda sequer. É a natureza, é imutável. Mas, por que diabos então a palavra perfeição foi inventada?
Eu não sei. Mas na falta dela busco as quase perfeições do mundo, como essa imagem. Alguém me leva para a Finlândia?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mais bandas...

Retorno ao assunto de bandas e músicas, da comparação entre a minha geração e outras. Mas acho válida essa retomada, considerando o fato de que a música sempre moveu o mundo, e hoje não é diferente. Dessa vez meus devaneios não foram longe, agora meus pensamentos são puramente brasileiros.
Me concentro em algumas bandas, das poucas, admito, que eu gosto quando se trata da música brasileira. Talvez isso venha da minha não corformidade com esse espírito passivo brasileiro, que acaba por afetar o cenário musical, concentrado em exaltar as belezas, asboas coisas, mas que raramente busca significados além disso.
Enfim, nesse ritmo pós ditadura, que infelizmente (ou não) eu estive longe de viver, eis alguns sons capazes de chamar a atenção de uma adolescente do séc. XXI

''Nessa terra de gigantes

Que trocam vidas por diamantes
A juventude é uma banda
Numa propaganda de refrigerantes''


''Somos os filhos da revolução

Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola''



''Mas o Brasil vai ficar rico

Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos índios num leilão''

sábado, 12 de junho de 2010

Ser ou não ser?

Pensar ou não pensar?
Se penso, logo existo.
Mas e se eu perdesse a capacidade de pensar? Deixaria de existir?
Bom, talvez não, pois muitos talvez já tenham perdido essa capacidade, mas ainda existem.
Parei para pensar nos meus pensamentos, fui parar nos pensamentos dos outros. Talvez isso falte para as pessoas de hoje, pensar por si mesmas.
Por que vermelho é vermelho e azul é azul?
Não teria eu capacidade de escolher as cores que vejo? Se ninguém vê com os meus olhos, por que meus olhos tem que ver como o dos outros?
O arco-íris tem sete cores. Mas por que sete?
Eu garanto que já olhei para um arco-íris e vi incontáveis cores. E mais, enxerguei nitidamente os duendes e o pote de ouro no seu fim.
É, talvez eu ainda não tenha perdido a capacidade de pensar, de IMAGINAR.
Mas aos poucos vejo isso fugir de mim, e não tenho forças para impedir. Só vejo minha imaginação se esvair, as cores do arco-íris diminuem continuamente e o pote de ouro já não é tão visível.
Queria ainda ver o mundo como a criança que já fui. Mas me sinto feliz por poder ser a criança que sou hoje, pois um dia, inevitávelmente, serei a adulta de amanhã.
Talvez ainda poderei ver oito da cores do arco-íris... é só isso que eu quero.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

De geração em geração...


Minha postagem vem junto com um protesto. Me sinto um alienígena no meu mundo, tenho 14 anos e me sinto perdida em meio a minha geração.
Talvez quem esteja lendo não entenda o tamanho do meu desespero, mas concerteza há quem partilhe do meu problema.
Onde está o jovem revolucionário, que luta pelas suas ideias?
Onde está o rock, que moveu os jovens durante toda a segunda metade do século passado?
Onde está tudo que minha mãe me conta e que eu acho tão fascinante?
Só vejo pessoas andando com calças coloridas, ouvindo músicas que até uma criança de cinco anos faria, aliás, os ditos cantores (?) que as propagam por aí parecem crianças de cinco anos (ao menos devem ter a inteligência de uma).
Eu passo horas procurando por sites de download The Beatles, Guns, Aerosmith, Lynyrd Skynyrd, Led Zeppelin, Bon Jovi... mas só acho Nxzero, Fresno, Cine, Restart...
Não está certo isso! Não mesmo
O século XXI significa sim evolução, mas não o esquecimento de tudo o que foi bom no século passado. E principalmente, deveria significar, jovens mais interessados em aprender, em evoluir mentalmente,com tudo que a tecnologia proporciona. Mas... só vejo ''gente colorida'', como é moda agora... gente colorida em toda parte, querendo chamar a atenção pra si...
Eu quero é gente de uma cor só!

Pronto, está feito meu desabafo.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

E se...

Se de repente o dinheiro não fosse o mais importante...
se de repente as pessoas fossem julgadas pelo seu lado interior...
se de repente essas pessoas quisessem ser julgadas pelo que são de verdade, e não se importassem em ser algo que não seja de agrado de todos...
se de repente as pessoas passassem a realmente ajudar o próximo, sem esperar nada em troca...
se de repente os sentimentos se sobressaíssem mais a razão, e as pessoas não agissem tão friamente...
talvez assim, o mundo seria um lugar melhor... de repente.